Vou compartilhar um exemplo pessoal:
Minha filha se mudou para outro país, e foi um grande desafio para mim. Sentia sua falta e ficava triste com a distância. Busquei apoio de uma amiga que trabalha com CNV, e a resposta dela foi: “Você deveria viver mais o que você prega”. Ainda me sentindo vulnerável, falei com outra pessoa e a resposta foi: “Você deveria agradecer pela oportunidade que ela está tendo”.
Você entende que, no momento de dor, o que eu mais precisava não eram essas respostas? A CNV não busca soluções para o outro, mas acolhe sua fala com escuta empática, criando um espaço seguro.
Te convido a refletir sobre as respostas que você dá ao outro e como melhorar sua comunicação.
– Esteja presente: Coloque o celular de lado, evite distrações e concentre-se em quem está falando.
– Use perguntas abertas: Ao invés de soluções rápidas, pergunte como a pessoa está se sentindo ou o que precisa.
– Empatia genuína: Valide os sentimentos do outro, reconhecendo o que ele está vivenciando.
– Evite julgamentos ou conselhos precipitados: Às vezes, o que mais precisamos é ser ouvidos, não ter nossas questões resolvidas.
Quando você pratica isso, cria uma conexão genuína, permitindo que a outra pessoa se sinta confortável para ser vulnerável. Isso fortalece a relação, mas é difícil de acontecer.

